Olhando em retrospecto eu comecei no mundo dos jogos bem cedo. Eu tinha 9/10 anos quando joguei pela primeira vez um Master System III com Sonic na memória.

Com seu controle retangular, direcionais feitos especialmente para destruir os dedos das crianças, foi nesse console que pela primeira vez finalizei um jogo.

Lembro o quão marcante foi chegar na última fase e destruir de uma vez por todas o Dr. Robotnik (até ele voltar no próximo jogo). Ver o Sonic libertar os pequenos animais da tirania de serem meros robôs.

Mas algum tempo atrás resolvi voltar ao Sonic e Master System e meus amigos, que susto! O jogo é bem mais difícil do que me lembrava. Claro, suas primeiras fases são mais um tutorial de como o jogo funciona. Conforme você chega nas cachoeiras e seus troncos ou nas fases subaquáticas e o desespero de morrer sem ar é bem real.

Foto Master System III

Isso aí na frente do console é o botão de pause. Sim! Você tinha que se levantar e ir até ele pra pausar o jogo

Deixei pra lá essa tentativa de terminar novamente esse clássico da minha infância e fui me dedicar a outro jogo mais fácil: Bloodborne.

Lançado em 2015 para PS4 (pô Sony nem uma versãozinha 60fps?), o jogo sempre me atraiu pela sua estética gótica e inimigos grotescos.

Lady Maria sentada esperando ser acordada

Lady Maria morta (ou será que não?), esperando o caçador!

Claro que como um bom jogo da From Software, ele é super desafiante.

Lembro das incontáveis vezes que morri para o primeiro lobisomem no jogo até descobrir que ele era opcional. Ou as horas que passei para matar o primeiro chefe que encontrei: a Fera Clerical (que também é opcional, acho que eu gosto de perder tempo).

Foram muitas tentativas e erros, frustrações, farms de frascos de sangue, até finalmente derrubar a Fera de forma a usar seus ecos de sangue para ficar um pouquinho mais forte.

E assim foi, a cada chefe, a cada nova área, buscando estratégias diferentes, tentando melhorar minha arma avançando pouco a pouco até o fim do jogo.

Quando me dei conta lá estava eu enfrentando a Presença da Lua, o meu derradeiro desafio. Pude ver o final, tão metafórico quanto foi o jogo todo.

Eu havia vencido! Depois de muita luta, suor e treino, eu havia vencido!

Então, me dei conta que era isso o que acontecia nos meus jogos do passado. O desafio estava lá mas também havia muito treino, tentativa, erro, frustrações e também a alegria da vitória.

Desde então tenho me desafiado mais com Dark Souls, Elden Ring e coisas do passado como a quadrilogia Megaman Zero.

Ainda não voltei para o Sonic do Master System, mas ele está na fila para voltar ao ciclo gostoso de tentativa, erro, frustração e triunfo.